segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Aula de Filosofia: O louco e o idiota

Quinta-feira, dia 6 de fevereiro de 2013 na minha primeira aula de Filosofia Geral no curso de Direito, meu professor (Lúcio Aparecido Moreira) contou para a turma uma história legal e bem humorada (devido ao modo como foi contado). Abaixo descreverei com as minhas palavras a crônica de Carlos Heitor Cony (publicada no Jornal Folha de São Paulo), que na ocasião foi adaptada para a capital mineira Belo Horizonte.
Fim de semana prolongado por conta de um feriado na segunda, as ruas de Belo Horizonte estavam vazias, nem parecia a mesma metrópole dos dias úteis. Na noite de sábado a mulher já avisa ao marido: "Querido, amanhã nos vamos almoçar na casa da mamãe as 11:00.", ele sem outra escolha concorda.

No dia seguinte, logo de manha, ele sai para jogar futebol com os amigos, e, a esposa pede para que ele não atrase. Ele responde: "Fique tranquila querida, chegarei cedo, o trânsito está rápido, chego aqui antes das 11:00!". E lá foi ele jogar a famosa pelada com os amigos. Jogo vai, jogo vem, quando ele olha no relógio já são 10:50 (tudo bem que o trânsito estavs livre, mas até que ele chegasse em sua casa, no outro lado da cidade, já estaria atrasado). Um amigo oferece uma cerveja, más ele despensa e sai o mais rápido possível da quadra.

Liga seu fusquinha e vai embora... Vira uma esquina, vira outra, passa por cruzamentos até que ele escuta um barulho estranho e para o veículo para verificar o que aconteceu: pneu furado. Em pleno domingo de feriado prolongado, ninguém passa na rua para ajuda-lo. Ele então pega o step, retira a calota da roda, e começa a retirar os 4 parafusos da roda para realizar a troca. Assim que completou esse passo, colocou os 4 parafusos dentro da calota e foi retirar a roda. Nisso passa um carro em alta velocidade, virando a calota do fusca, fazendo com que os 4 parafusos rolam no asfalto até cair em um bueiro.

Do nada ele começa a escutar: "psiu" "psiu" psiu" psiu". Quando ele olha era um senhor em uma das janelas do Hospital Felício Rocho (hospital de loucos) que estava mexendo com ele. Logo pensa "Estou atrasado, nervoso, e ainda por cima tem um sujeito louco mexendo comigo e rindo da situação".

Educado, ele pergunta ao senhor: "O que foi?". O senhor responde: " Por que você não retira um parafuso de casa roda e coloca nesta outra? Desta forma cada roda ficará com três parafusos e você poderá continuar seguindo seu caminho!". Escutando a ideia, ele realiza o procedimento. Quando o finaliza, entra no carro e agradece o senhor, que fica todo sorridente na janela (a final, sua ideia foi útil). Não resistindo, ele saiu do carro e disse: "Não me leve a mal, mas você que teve essa brilhante ideia, o que faz em um hospital de loucos?". A resposta veio imediatamente: "Eu sou sim um louco, mas não um idiota!".
Crônica bem interessante não é mesmo? As vezes precisamos usar mais a nossa cabeça.

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